11.5 – ASCENSÃO AO CONCRETO: UMA PERSPECTIVA SUBSTANCIAL INFINITA
NEUZA MACHADO
A palmeira da narrativa “Darandina” recebe vida da imaginação aérea e dinâmica de seu Criador, o que proporciona ao leitor-analista, ou fenomenológico, por sua vez, uma escalada aos planos superiores de sua própria mente. É a palmeira ficcional que permite o fluxo do desenvolvimento narrativo, fazendo o personagem chegar até à Quimera intuitivamente; é a palmeira ficcional que refaz no mundo o mito do homem voador com asinhas nos pés; é a palmeira ficcional, dinamizada pelo elemento ar, que produz os portentosos fatos narrados, os quais encheram explodidamente uma manhã qualquer, de uma cidadezinha pacata do interior, de chinfrim, afã e lufa-lufa.
A imaginação aérea do Artista brasileiro (visualizando as cenas narradas de cima, do páramo empírio) movimenta dinamicamente os acontecimentos narrativos. Ele alcançou um elemento mais fluido do que a água, e suas narrativas de ora em diante refletirão esta conquista, conquista de leveza, fabricação de coisas voantes, de folhas aéreas e frementes, como diz Bachelard.
Graças a estas conquistas, a narrativa se torna inusitada, insolitíssima, com paletó, cueca, camisa, tudo esvoaçando, revelando a liberdade interior de quem sonha próximo ao amanhecer, encontrando-se num "espaço com direções preferidas, direções desejadas” (Bachelard). Ou segundo a nossa concepção brasileira, um espaço com direções indefinidas, entretanto manipuladas intuitivamente na medida das solicitações da criatividade ficcional de cada escritor. O Artista, explorando dinamicamente o seu cogito verticalizante, desceu ao infinitamente pequeno da substância sertaneja, brasileira, e de lá retirou as riquezas de um momento prodigioso e barulhento, acontecimento raro em um lugar de calmaria.
MACHADO, Neuza. Do Pensamento Contínuo à Transcendência Formal. Rio de Janeiro: NMachado / ISBN: 85-904306-1-8
NEUZA MACHADO
A palmeira da narrativa “Darandina” recebe vida da imaginação aérea e dinâmica de seu Criador, o que proporciona ao leitor-analista, ou fenomenológico, por sua vez, uma escalada aos planos superiores de sua própria mente. É a palmeira ficcional que permite o fluxo do desenvolvimento narrativo, fazendo o personagem chegar até à Quimera intuitivamente; é a palmeira ficcional que refaz no mundo o mito do homem voador com asinhas nos pés; é a palmeira ficcional, dinamizada pelo elemento ar, que produz os portentosos fatos narrados, os quais encheram explodidamente uma manhã qualquer, de uma cidadezinha pacata do interior, de chinfrim, afã e lufa-lufa.
A imaginação aérea do Artista brasileiro (visualizando as cenas narradas de cima, do páramo empírio) movimenta dinamicamente os acontecimentos narrativos. Ele alcançou um elemento mais fluido do que a água, e suas narrativas de ora em diante refletirão esta conquista, conquista de leveza, fabricação de coisas voantes, de folhas aéreas e frementes, como diz Bachelard.
Graças a estas conquistas, a narrativa se torna inusitada, insolitíssima, com paletó, cueca, camisa, tudo esvoaçando, revelando a liberdade interior de quem sonha próximo ao amanhecer, encontrando-se num "espaço com direções preferidas, direções desejadas” (Bachelard). Ou segundo a nossa concepção brasileira, um espaço com direções indefinidas, entretanto manipuladas intuitivamente na medida das solicitações da criatividade ficcional de cada escritor. O Artista, explorando dinamicamente o seu cogito verticalizante, desceu ao infinitamente pequeno da substância sertaneja, brasileira, e de lá retirou as riquezas de um momento prodigioso e barulhento, acontecimento raro em um lugar de calmaria.
MACHADO, Neuza. Do Pensamento Contínuo à Transcendência Formal. Rio de Janeiro: NMachado / ISBN: 85-904306-1-8
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