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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Transição
Eu quero da vida o agora
Não posso viver só de lembranças
Muito menos de esperanças
Me deixem viver, me deixem amar
A vida da gente é mudança
Volta por volta é que nem uma dança
Eu sinto uma coisa estranha
Me dizem que é insegurança
Não, não consigo entender
Não consigo explicar
O que eu preciso é mudar...
Quero encontrar alguém verdadeiro
Que me compreenda por inteiro
Que saiba me amar
Sem nada cobrar
Que eu ame também sem sentir preconceito
Pois este é meu maior defeito
Estou tão carente
Preciso amar
Não quero perder minha vida a toa
E já perdi muito tempo de tanto pensar
Procurando o caminho que devo tomar
Me sinto cansada
Eu preciso mudar
Ah, quem me dera poder
Ser feliz de uma vez
Mas eu vou ter que aprender
Eu sei eu vou ter que aprender
Que eu preciso mudar
Bate forte no fundo uma dor sufocada
Me sinto sozinha
Não tenho mais nada
Perdoa se um dia eu te fiz sofrer
Mas eu só estava tentando viver
sábado, 10 de janeiro de 2009
Homenagem a Gilberto Mendonça Teles, em Lille, França

O poeta Gilberto Mendonça Teles foi homenageado, no dia 16 de dezembro de 2008, em Lille, França. O nosso blog o parabeniza, desejando-lhe um 2009 repleto de saúde, felicidade e sucesso.
Para os internautas, apreciadores de poesia, escolhi - para esta postagem - um belíssimo poema de Gilberto Mendonça Teles.
PERCEPÇÃO
Gilberto Mendonça Teles
O mundo te rodeia de cercas e desejos,
te comprime no refúgio de teu quarto
e te restringe à lâmina das coisas
no seu fino acontecer.
Todavia, o amor é para toda a vida,
é para sempre e um dia e mais talvez:
o amor te prende às palavras e te liberta
na invenção de alguns códigos e silêncios.
É possível que a tua cota de realidade
seja agora por demais excessiva
e apenas te deixe perceber os possíveis
de outros planos e subversões.
Vê como as cortinas disfarçam o teu olhar,
como as ruas se enrodilham aos teus pés
e como algumas veredas vão desaparecendo
nos teus desertos e viagens.
Que seria de ti sem os teus espelhos?
sem a jarra-de-flores que guarnece
o espaço dessa mesa de pernas para o ar,
com velhas catacreses da gaveta?
É para ti que as águas vão polindo
os sentidos desse único sentido
ainda vulnerável, mas perdido na cena,
no espetáculo obsceno de ti mesmo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O Abutre e o Sol Negro
Um Universo
A mulher que eu vou amar
O Mar
No mar, eu sinto alegria
Se você é como o mar
Se o mar é um infinito