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sábado, 17 de março de 2012

UM CONTO DE GUIMARÃES ROSA: A PARTIDA DO AUDAZ NAVEGANTE


UM CONTO DE GUIMARÃES ROSA: A PARTIDA DO AUDAZ NAVEGANTE

NEUZA MACHADO

Para que os meus leitores, aqueles que ainda não leram as singulares narrativas de Guimarães Rosa, possam encantar-se com a excepcional ultracriatividade de nosso escritor mineiro do século XX, publico hoje, neste meu blog, o conto A Partida do Audaz Navegante.

Na postagem de 03 de março de 2012, intitulada “Consciência da linguagem: novo dinamismo psíquico”, neste mesmo blog (
neumac.blogspot.com.br/2012/03/consciencia-da-linguagem-novo-dinamismo.html
), os leitores que me honram com suas visitas poderão ler também um artigo meu no qual me refiro reflexivamente a este conto de Guimarães Rosa.


A PARTIDA DO AUDAZ NAVEGANTE

Guimarães Rosa


Na manhã de um dia em que brumava e chuviscava, parecia não acontecer coisa nenhuma. Estava-se perto do fogo familiar, na cozinha, aberta, de alpendre, atrás da pequena casa. No campo, é bom; é assim. Mamãe, ainda de roupão, mandava Maria Eva estrelar ovos com torresmos e descascar os mamões maduros. Mamãe, a mais bela, a melhor. Seus pés podiam calçar as chinelas de Pele. Seus cabelos davam o louro silencioso. Suas meninas-dos-olhos brincavam com bonecas. Ciganinha, Pele e Brejeirinha ─ elas brotavam num galho. Só o Zito, este, era de fora; só primo. Meia-manhã chuvosa entre verdes: o fúfio fino borrifo, e a gente fica quase presos, alojados, na cozinha ou na casa, no centro de muitas lamas. Sempre se enxergam o barranco, o galinheiro, o cajueiro grande de variados entortamentos, um pedaço de um morro ─ e o longe. Nurka, negra, dormia. Mamãe cuida com orgulhos e olhares as três meninas e o menino. Da Brejeirinha, menor, muito mais. Porque Brejeirinha, às vezes, formava muitas artes.

Nesta hora, não. Brejeirinha se instituíra, um azougue de quieta, sentada no caixote de batatas. Toda cruzadinha, traçada as pernocas, ocupava-se com a caixa de fósforos. A gente via Brejeirinha: primeiro, os cabelos, compridos, lisos, louro-cobre; e, no meio deles, coisicas diminutas: a carinha não-comprida, o perfilzinho agudo, um narizinho que-carícia. Aos tantos, não parava, andorinhava, espiava agora ─ o xixixi e o empapar-se da paisagem ─ as pestanas til-til. Porém, disse-se-dizia ela, pouco se vê, pelos entrefios: ─“Tanto chove que me gela!” Aí, esticou-se para cima, dando com os pés em diversos objetos. ─“Ui, ui-te” ─ rolara nos cachos de bananas, seu umbigo sempre aparecendo. Pele ajudava-a a se endireitar. ─“E o cajueiro ainda faz flores...” ─ acrescentou, observava da árvore não se interromper mesmo assim, com essas aguaceirices, de durante dias, a chuvinha no bruar e a pálida manhã do céu. Mamãe dosava açúcares e farinhas, para um bolo. Pele tentava ajudar, diligentil. Ciganinha lia um livro; para ler ela não precisava virar página.

Ciganinha e Zito nem muito um do outro se aproximava, antes paravam meio brigados, de da véspera, de uma briguinha grande e feia. Pele é que era a morena, com notáveis olhos. Ciganinha, a menina linda no mundo: retrato miúdo da Mamãe. Zito perpensava assuntos de não ousar dizer, coisas de ciumoso, ele abrira-se à espécie de ciúmes sem motivo de quê ou quem. Brejeirinha pulou, por pirueta. ─ “Eu sei porque é que o ovo se parece com um espeto!” ─; ela vivia em álgebra. Mas não ia contar a ninguém. Brejeirinha é assim, não de siso débil; seus segredos são sem acabar. Tem porém infimículas inquietações: ─“Eu hoje estou com a cabeça muito quente ─ isto, por não querer estudar. Então, ajunta: ─“Eu vou saber geografia.” Ou: ─“Eu queria saber o amor...” Pele foi quem deu risada. Ciganinha e Zito erguem olhos, só quase assustados. Quase, quase, se entrefitaram, num não encontrar-se. Mas, Ciganinha, que se crê com a razão, muxoxa. Zito, também, não quer durar mais brigado, viera ao ponto de não aguentar. Se, à socapa, mirava Ciganinha, ela de repente mais linda, se envoava.

─“Sem saber o amor, a gente pode ler os romances grandes?” ─ Brejeirinha especulava.

─“É, hem? Você não sabe ler nem o catecismo...” Pele lambava-lhe um tico de desdém; mas Pele não perdia de boazinha e beliscava em doce, sorria sempre na voz. Brejeirinha rebica, picuíca: ─“Engraçada!... Pois eu li as 35 palavras no rótulo da caixa de fósforos...” Por isso, queria avançar afirmações, com superior modo e calor de expressão, deduzidos de babinhas. ─“Zito, tubarão é desvairado, ou é explícito ou demagogo?” Porque gostava, poetisa, de importar desses sérios nomes, que lampejam longo clarão no escuro de nossa ignorância. Zito não respondia, desesperado de repente, controversioso-culposo, sonhava ir-se embora, teatral, debaixo de chuva que chuva, ele estalava numa raiva. Mas Brejeirinha tinha o dom de apreender as tenuidades: delas apropriava-se e refletia-as em si ─ a coisa das coisas e a pessoa das pessoas. ─”Zito, você podia ser o pirata inglório marujo, num navio muito intacto, para longe, lo-õ-onge no mar, navegante que o nunca-mais, de todos?” Zito sorri, feito um ar forte. Ciganinha estremecera, e segurou com mais dedos o livro, hesitada. Mamãe dera a Pele a terrina, para ela bater os ovos.

Mas Brejeirinha punha a mão em rosto, agora ela mesma empolgada, não detendo em si o jacto de contar: ─“O Aldaz Navegante, que foi descobrir os outros lugares valetudinário. Ele foi num navio, também, falcatruas. Foi de sozinho. Os lugares eram longe, e o mar. O Aldaz Navegante estava com saudade, antes, da mãe dele, dos irmãos, do pai. Ele não chorava. Ele precisava respectivo de ir. Disse: ─“Vocês vão se esquecer muito de mim?” O navio dele, chegou o dia de ir. O Aldaz Navegante ficou batendo o lenço branco, extrínseco, dentro do indo-se embora do navio. O navio foi saindo do perto para o longe, mas o Aldaz Navegante não dava as costas para a gente, para trás. A gente também inclusive batia os lenços brancos. Por fim, não tinha mais navio para se ver, só tinha o resto de mar. Então, um pensou e disse: ─“Ele vai descobrir os lugares, que nós não vamos nunca descobrir...” Então e então, outro disse: ─“Ele vai descobrir os lugares, depois ele nunca vai voltar...” Então, mais, outro pensou, pensou, esférico, e disse: ─“Ele deve de ter, então, a alguma raiva de nós, dentro dele, sem saber...” Então, todos choraram, muitíssimos, e voltaram tristes para casa, para jantar...”

Pele levantou a colher: ─“Você é uma analfabetinha “aldaz”. ─“Falsa a beatinha é tu!” ─ Brejeirinha se malcriou. ─“Por que você inventa essa história de de tolice, boba, boba?” ─ e Ciganinha se feria em zanga. ─”Porque depois pode ficar bonito, uê!” Nurka latira. Mamãe também estava brava? Porque Brejeirinha topara o pé em cafeteiras, e outras. Disse ainda, reflexiva: ─“Antes falar bobagens, que calar besteiras...” Agora, fechou os olhos que verdes, solene arrependida de seu desalinho de conduta. Só ouvirá o rumorejo da chuvinha, que estarão fritando.

A manhã é uma esponja. Decerto, porém, Pele rezara os dez responsos a Santo Antônio, tãoquanto batia os ovos. Porque estourou manso o milagre. O tempo temperou. Só era março ─ compondo suas chuvas ordinárias. Ciganinha e Zito se suspiravam. Soltavam-se as galinhas do galinheiro, e o peru. Saía-se, ao largo, Nurka. O céu tornava a azul?

Mamãe ia visitar a doente, a mulher do colono Zé Pavio. ─“Ah, e você vai conosco ou sem-nosco?” ─ Brejeirinha perguntava. Mamãe, por não rir nem se dar de alheada, desferia chufas meigas: ─“Que nossa vergonha!...” ─ e a dela era uma voz de vogais doçuras. A manhã se faz de flores. Então, pediu-se licença de ir espiar o riachinho cheio. Mamãe deixava, elas não eram mais meninas de agarra-a-saia. De impulso, se alegraram. Só que alguém teria de junto ir, para não se esquecerem de não chegar perto das águas perigosas. O rio, ali, é assaz. Se o Zito não seria, próprio, essa pessoa de acompanhar, um meiozinho-homem, leal de responsabilidades? Cessou-se a cerração do ar. Mas tinham de vestir outras roupas quentes. ─”Oh, as grogolas!” Brejeirinha de alegria ante todas, feliz como se, se, se: menina só ave. ─“Vão com Deus!” ─ Mamãe disse, profetisa, com aquela voz voável. Ela falava, e choviam era bátegas de bênçãos. A gentezinha separou-se.

A ir lá, o caminho primeiro subia, subvexo, a ladeirinha do combro, colinola. Tão mesmo assim, os dois guarda-chuvas. Num ─ avante ─ Brejeirinha e Pele. Debaixo do outro, Zito e Ciganinha. Só os restos da chuva, chuvinha se segredando. Nurka corria, negramente, e enfim voltava, cachorra destapada ditosa. Se a gente se virava, via-se a casa, branquinha com a lista verde-azul, a mais pequenina e linda, de todas, todas. Zito dando o braço a Ciganinha, por vezes, muito, as mãos se encontravam. Pele se crescia, elegante. E ágil ia a Brejeirinha, com seu casaquinho coleóptero. Ela andava pés-para-dentro, feito um periquitinho, impávido.

No transcenso da colineta, Zito e Ciganinha colavam-se, muito às tortas, nos comovidos não-falares. Sim, já se estavam em pé de paz, fazendo sua experiência de felicidade; para eles, o passeio era um fato sentimental. Descia-se agora a outra ladeira, pegando cuidado, pelo enlameável e escorregoso, poças, mas também para não pisar no que Brejeirinha chamava de “o bovino” ─ altas rodelas de esterco cogumeleiro. Ali, com efeito, andavam bois: “o boi, beiçudo”; aí, Brejeirinha levou tombo. Ela disse que Mamãe tinha dito que eles precisavam de ter: coragem com juízo. Mas, isso, era mentirinhas. E, o que pois: ─“Agora, já me sujei, então agora posso não ter cuidado...” Correu, com Nurka, pela encosta inferior, no verdinho pasto. Pele ainda ralhou: ─“Você vai buscar um audaz navegante?” Mas, mais. Entanto, à úmida, à luz, o plano capim ─ e floriu-se: estendem-se, entremunhadas, as margaridinhas, todas se rodeiam de pálpebras.

O que se queria, aqui, era a pequena angra, onde o riachinho faz foz. Abaixo, aos bons bambus, e às pedreiras de beira-rio, ouvindo o ronco, o bufo d’água. Porque, o rio, grossoso, se descomporta, e o riachinho porém também, seu estuário já feio cheio, refuso, represado, encapelado ─ pororoqueja. ─“Bochechudo!” ─ grita-lhe Brejeirinha. Sumiu-se a última areiínha dele, sob baile de um atoalhado de espumas, no belo despropositar-se, o bulir de bolhas. Brejeirinha já olhou tudo de cor. Cravou varetas de bambu, marcando pontos, para medir a água em se crescer, mudando de lugar. Porém, o fervor daquilo impunha-lhe recordações, Brejeirinha não gostando de mar: ─“O mar não tem desenho. O vento não deixa. O tamanho...” Lamentava-se de não ter trazido pão para os peixes. ─“Peixe, assim, a esta hora?” ─ Pele duvidava. Divagava Brejeirinha: ─“A cachoeirinha é uma parede de água...” Falou que aquela, ali, no rio, em frente, era a Ilhazinha dos Jacarés. ─“Você já viu jacaré lá?” ─ caçoava Pele. ─“Não. Mas você também nunca viu o jacaré-não-estar-lá. Você vê é a ilha, só. Então, o jacaré pode estar ou não estar...” Mas, Brejerinha, Nurka ao lado, já vira tudo, em pé em volta, seu par de olhos passarinhos. Demorava-se, aliás, o subir e alargar-se da água, com os mil-e-um movimentos supérfluos.

A gente se sentava, perto, não no chão nem em tronco caído, por causa do chovido do molhado. Ciganinha e Zito, numa pedra, que dava só para dois, podiam horas infinitas; apenas, conversando ainda feito gente trivial. Pele saíra a colher um feixe de flores. Mais não chuviscava. Brejeirinha já pulando de novo. Disse: que o dia estava muito recitado. Voltava-se para a contramargem, das mais verdes, e jogava pedras, o longe possível, para Nurka correndo ir buscar. Depois, se acocora, de entreter-se, parece que já está até calçada com um sapatinho só. Mas, sem se desgachar, logo gira nos pezinhos, quer Ciganinha e Zito para ouvirem. Olha-os.

─“O Aldaz Navegante não gostava de mar! Ele tinha assim mesmo de partir? Ele amava uma moça, magra. Mas o mar veio, em vento, e levou o navio dele, com ele dentro, escrutínio. O Aldaz Navegante não podia nada, só o mar, danado de ao redor, preliminar. O Aldaz Navegante se lembrava muito da moça. O amor é original...”

Ciganinha e Zito sorriram. Riram juntos. ─“Nossa! O assunto ainda não parou?” ─ era Pele voltada, numa porção de flores se escudando. Brejeirinha careteou um “ah!” e quis que continuou: ─“...Envém a tripulação... Então, não. Depois, choveu, choveu. O mar se encheu, o esquema, amestrador... O Aldaz Navegante não tinha caminho para correr e fugir, perante, e o navio espedaçado. O navio parambolava... Ele, com o medo, intacto, quase nem tinha tempo de tornar a pensar demais na moça que amava, circunspectos. Ele só a prevaricar... O amor é singular...”

─ “E daí?”

─“A moça estava paralela, lá, longe, sozinha, ficada, inclusive, eles dois estavam nas duas pontinhas da saudade... O amor, isto é... O Aldaz Navegante, o perigo era total, titular... não tinha salvação... O Aldaz... O Aldaz...”

─ “Sim. E agora? E daí?” ─ Pele intimava-a.

─ “Aí? Então... então... Vou fazer explicação! Pronto. Então, ele acendeu a luz do mar. E pronto. Ele estava combinado com o homem do farol... Pronto. E...”

─ “Nã-ão. Não vale! Não pode inventar personagem novo, no fim da estória, fu! E ─ olha o seu “aldaz Navegante”, ali. É aquele...”

Olhou-se. Era: aquele ─ a coisa vacum, atamanhada, embatumada, semi-ressequida, obra pastoril no chão de limugem, e às pontas dos capins ─ chato, deixado. Sobre sua eminência, crescera um cogumelo de haste fina e flexuosa, muito longa: o chapeuzinho branco, lá em cima, petulante se bamboleava. O embate e orla da água, enchente, já o atingiam, quase.

Brejeirinha fez careta. Mas, nisso, o ramilhete de Pele se desmanchou, caindo no chão umas flores. ─ “Ah! Pois é, é mesmo!” ─ e Brejeirinha saltava e agia, rápida no valer-se das ocasiões. Apanhara aquelas florinhas amarelas ─ josés-moleques, douradinhas e margaridinhas ─ e veio espetá-las no concrôo do objeto. ─ “Hoje não tem nenhuma flor azul?” ─ ainda indagou. A risada foi de todos, Ciganinha e Zito bateram palmas. ─“Pronto. É o Aldaz Navegante...” ─ e Brejeirinha crivava-o de mais coisas ─ folhas de bambu, raminhos, gravetos. Já aquela matéria, o “bovino”, se transformava.

Deu-se, aí, porém, longe rumor: um trovão arrasta seus trastes. Brejeirinha teme demais os trovões. Vem para perto de Zito e Ciganinha. E de Pele. Pele, a meiga. Que: ─“Então? A estória não vai mais? Mixou?”

─“Então, pronto. Vou tornar a começar. O Aldaz Navegante, ele amava a moça, recomeçado. Pronto. Ele, de repente, se envergonhou de ter medo, deu um valor, desasssustado. Deu um pulo onipotente... Agarrou, de longe, a moça, em seus abraços... Então, pronto. O mar foi que se aparvalhou-se. Arres! O Aldaz navegante, pronto. Agora, acabou-se, mesmo: eu escrevi ─”Fim”!”

De fato, a água já se acerca do “Aldaz Navegante”, seu primeiro chofre golpeava-o. ─“Ele vai para o mar?” ─ perguntava, ansiosa, Brejeirinha. Ficara muito de pé. Um ventinho faz nela bilo-bilo ─ acarinha-lhe o rosto, os lábios, sim, e os ouvidos, os cabelos. A chuva, longe, adiada.

Segredando-se, Ciganinha e Zito se consideram, nas pontinhas da realidade. ─“Hoje está tão bonito, não é? Tudo, todos, tão bem, a gente alegre... Eu gosto deste tempo...” E: ─“Eu também, Zito. Você vai voltar sempre aqui, muitas vezes?” E: ─“Se Deus quiser, eu venho...” E: ─“Zito, você era capaz de fazer como o Audaz Navegante? Ir descobrir os outros lugares? E: ─“Ele foi, porque os outros lugares ainda são mais bonitos, quem sabe?...” Eles se disseram, assim eles dois, coisas grandes em palavras pequenas, ti a mim, me a ti, e tanto. Contudo, e felizes, alguma outra coisa se agitava neles, confusa ─ assim rosa-amor-espinhos-saudade.

Mas, o “Aldaz Navegante”, agora a água se apressa, no vir e ir, seu espumitar chega-lhe já re-em-redor, começando a ensopação. Ei-lo circunavegável, conquanto em firme terrestreidade: o chão ainda o amarrava de romper e partir. Brejeirinha aumenta-lhe os adornos. Até Ciganinha e Zito pegam a ajudar. E Pele. Ele é outro, colorido, estrambótico, folhas, flores. ─“Ele vai descobrir os outros lugares...” “─Não, Brejeirinha. Não brinca com coisas sérias!” “─Uê? O quê?” Então, Ciganinha, cismosa, propõe: ─“Vamos mandar, por ele, um recado?” Enviar, por ora, uma coisa, para o mar. Isso, todos querem. Zito põe uma moeda. Ciganinha, um grampo. Pele, um chicle. Brejeirinha ─ um cuspinho; é o “seu estilo”. E a estória? Haverá, ainda, tempo para recontar a verdadeira estória? Pois:

─“Agora, eu sei. o Aldaz Navegante não foi sozinho; pronto! Mas ele embarcou com a moça que ele amavam-se, entraram no navio, estricto. E pronto. O mar foi indo com eles, estético. Eles iam sem sozinhos, no navio, que ficando cada vez mais bonito, mais bonito, o navio... pronto: e virou vagalumes...”

Pronto. O trovão, terrível, este em céus e terra, invencível. Carregou. Brejeirinha e o trovão se engasgam. Ela iria cair num abismo “intacto” ─ o vão do trovão? Nurka latiu, em seu socorro. Ciganinha, e Pele e Zito, também, vêm para a amparar. Antes, porém, outra fada, inesperada, surgia, ali, de contraflor.

“─Mamãe!”

Deitou-se-lhe ao pescoço. Mamãe aparava-lhe a cabecinha, como um esquilo pega uma noz. Brejeirinha ri sem til. E, Pele:

─“Olha! Agora! Lá se vai o “Aldaz Navegante”!”

“─Ei!”

“─Ah!”

O Aldaz! Ele partia. Oscilado, só se dançandoando, espumas e águas o levavam, ao Aldaz Navegante, para sempre, viabundo, abaixo, abaixo. Suas folhagens, suas flores e o airoso cogumelo, comprido, que uma gota orvalha, uma gotinha, que perluz ─ no pináculo de uma trampa seca de vaca.

Brejeirinha se comove também. No descomover-se, porém, é que diz:

“─Mamãe, agora eu sei, mais: que o ovo só se parece, mesmo, é com um espeto!”

De novo, a chuva dá.

De modo que se abriram, asados, os guarda-chuvas.


(Conferir: ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. 5.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969: 115-123)


VOCABULÁRIO:

azougue =
pessoa muito viva e esperta;
socapa = disfarce, fantasia
tenuidades = delicadezas, sutilezas
extrínseco = exterior; não pertencente à essência de uma coisa
assaz = bastante, suficientemente
bátegas = aguaceiro forte e grosso
subvexo = sub + vexo = molestado, maltratado, humilhado, afligido
combro = corruptela: calombo
coleóptero = insetos, larvas, pragas dos vegetais
transcenso = superior, excedido
refuso = refundido, transformado
escrutínio = exame atento, minucioso, apuramento
vacum = gado vacum
embatumada = acumulada, demasiadamente cheia
eminência = elevação, altura
concrôo = talvez, corruptela de “concretude” ou “com coroa”, “no alto” do objeto = lugar de coroação
estricto = estrito = rigoroso, exato
viabundo = via (caminho) + vagabundo


sábado, 3 de março de 2012

CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO


CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO

NEUZA MACHADO

“Uma imagem literária imitada perde a sua virtude de animação. A literatura deve surpreender. Certamente, as imagens literárias podem explorar imagens fundamentais – e nosso trabalho geral consiste em classificar essas imagens fundamentais –, mas cada uma das imagens que surgem sob a pena de um escritor deve ter a sua diferencial de novidade. Uma imagem literária diz o que nunca será imaginado duas vezes. Pode-se ter algum mérito em recopiar um quadro. Não se terá nenhum em repetir uma imagem literária” (Bachelard).

Em meados do século XX, o escritor mineiro Guimarães Rosa surpreendeu os meios intelectuais brasileiros, valendo-se de uma linguagem fora dos padrões habituais para desenvolver a sua inigualável arte literária. Naquele momento, Guimarães Rosa conseguiu a sua diferencial de novidade, recriando a antiga técnica de contar estórias exemplares à moda do sertão de Minas, mas retiradas criativamente de seu imaginário particular, singularíssimo. Graças a essa diferente forma de narrar, extraiu das recordações íntimas o aspecto altivo do homem sertanejo, sustentado pelo primitivismo de uma existência alheada dos valores modernos. O escritor, de origem sertaneja – rejeitando os valores da modernidade, as regras linguísticas formais, as imagens mascaradas (limitadas), e buscando o linguajar primordial (provocador), a imaginação material (reprodutora) aliada à imaginação criadora (dinâmica ) –, tornou-se um ativo modelador de um universo diferente. Não quis apenas contemplar o sertão da infância, recriou-o, domou a matéria terra e venceu a natureza.

Guimarães Rosa, em suas primeiras narrativas, uniu terra e água em uma massa perfeita. Às vezes, sobressaindo-se mais a terra, outras, a água. Entretanto, se tivesse registrado apenas o seu ato de modelar o sertão da infância, por intermédio da imaginação reprodutora, não teria legado aos pósteros a sua indiscutível arte ficcional. Desenvolvendo o ato de bem ver a realidade sertaneja, o escritor mineiro explorou as imagens reprodutoras, fixas, transformando-as em imagens dinâmicas, próprias da ficção-arte. Por meio dessa exploração de imagens interativas soube atingir o domínio de uma imaginação fundamentalmente criadora, quando rejeitou a cultura realista e passou a bem sonhar o seu passado inesquecível, “permanecendo fiel ao onirismo dos arquétipos que [estavam] enraizados [em seu] inconsciente” (conferir: Gaston Bachelard)

Nas recordações da infância, momentos de pura inspiração o impelem à modelação de trechos narrativos de alta criatividade. Por exemplo, reconstituindo as façanhas infantis de um grupo de crianças, em “A partida do audaz navegante” (Primeiras Estórias), propicia-nos um retorno ao regaço materno, seja qual for a significação que queiramos dar a esta expressão: retorno ao útero materno, retorno aos braços carinhosos da mãe, retorno às origens, ou, mesmo, retomada dos valores puros da terra/sertão.

Bachelard nos alerta:

“Afastar a criança da cozinha é condená-la a um exílio que a aparta dos sonhos que nunca conhecerá. Os valores oníricos dos alimentos ativam-se ao se acompanhar a preparação. Quando estudarmos os sonhos da casa natal, veremos a persistência dos sonhos da cozinha. Esses sonhos mergulham num feliz arcaísmo. Feliz o homem que, quando criança, “rodou em volta” da dona da casa” (Gaston Bachelard)

Nesta narrativa, que assinala um dos mais inspirados momentos criativos de Guimarães Rosa, há um retorno ao regaço materno revelando o homem que, em criança, conheceu as delícias feitas em fogão de lenha. O sertão roseano é o invólucro do sonho da casa natal, repleno de lembranças e recordações. Assim, por exemplo, uma certa manhã de chuva (água) mistura-se com a terra, formando a massa de lembranças imperecíveis. Desse composto de água e terra evola-se – ficcionalmente – o cheiro dos alimentos de outrora somado às recordações do passado infantil, passado em que o menino de então observava sua mamãe mandando “Maria Eva estrelar ovos com torresmos e descascar os mamões maduros”. Os sonhos da cozinha estão presentes e vivos nas lembranças (matéria ficcional) e recordações (matéria lírica) do narrador de antigas experiências infantis. Mas, o sonhador das vivências inesquecíveis, agora, já se aliou definitivamente à imaginação criadora e consegue transmitir ficcionalmente os inumeráveis planos de sua consciência singular.

Nos sonhos da casa natal, terra, chuva, cozinha e lama se misturam para realçar a figura materna. Num meio repleto de primitividade, mamãe é a mais bela, a melhor, e “cuida com orgulhos e olhares as três meninas e o menino”.

O Artista – aquele que saiu do sertão dos valores primitivos e adquiriu inúmeros talentos na moderna sociedade brasileira – remodela a figura materna por intermédio de um olhar infantil. Não estaríamos violando regras teórico-críticas, apoiados que estamos na ideia de compreensão do texto literário – fenomenologia –, se afirmássemos que é ele – o Artista Ficcional Guimarães Rosa – o menino que admira a mãe, e que esta admiração só se revelará valiosa mediante a percepção infantil aliada à criatividade do adulto. Graças à percepção infantil aquecida pelo fogo familiar, permanentemente aceso nas lembranças do passado, iluminando as recordações do adulto, a voz de mamãe se transforma em “uma voz de vogais doçuras e a manhã se faz de flores”.

No início, o elemento fogo se sobressai para o cozimento da massa formada pela terra e pela água. Na cozinha das recordações, os alimentos se tornam saborosos, e a doce voz materna também se transforma em alimento, nutrindo a criança, oferecendo-lhe condições de desenvolver o corpo e os sonhos.

A cozinha é o gineceu do sertão roseano e a sua criação literária só se tornou possível graças a essa íntima e doce convivência com a terra e a água. Em seus devaneios de dilatação da massa que irá ao forno da criação literária, o criador sertanejo de um mundo ficcional já propenso às mudanças estilísticas inerentes ao século XX (sustentado pelas lembranças de uma infância feliz), em que os valores poético-líricos se sobressaem, registra a imagem imperecível de mamãe dosando açúcares e farinhas para a feitura de um bolo, enquanto as crianças entrefiam a estória do audaz navegante, descobridor de lugares além do cotidiano.

Esta narrativa, oriunda dos sonhos dilatados do amanhecer – dos devaneios da vontade de um sonhador-modelador que sabe trabalhar sua criatividade ficcional –, é uma sensível massa de palavras bem dosadas. O estilo inconfundível de Guimarães Rosa se faz presente nesta aparentemente simples narrativa, mas, em suas camadas ocultas há uma profunda natureza complexa. “As verdadeiras fontes do estilo são fontes oníricas. Um estilo pessoal é o próprio sonho do ser” (Bachelard). Sob a proteção do olhar infantil, o inspiradíssimo narrador roseano acompanha os movimentos de mamãe, transforma Pele – a irmã – em uma criança diligentil, além de dar forma a uma imagem ímpar: Ciganinha – a outra irmã – lendo um livro sem virar a página. Percebe-se, neste discurso inovador, os valores imaginários da criança em seu mais alto grau. A massa perfeita encontrou seu elemento individualizador, pode transformar o audaz navegante e seu navio – núcleo de uma sub-estória dentro da narrativa – numa “coisa vacum, atamanhada, embatumada, semi-ressequida, obra pastoril no chão de limugem, e às pontas dos capins-chato deixado”. Um cogumelo branco se transforma no audaz navegante, bamboleando em cima da tal coisa – o navio –, que está prestes a ser tragada pela enchente produzida pela chuva anterior.

O escritor, agora vivenciando o cogito três da “consciência singular” (Bachelard), possui total conhecimento da linguagem infantil. Graças a essa nova convivência com um plano de difícil acesso, próximo das “inconsequências quânticas” (idem), a narrativa de um simples dia de chuva atrelado ao universo infantil transmite um novo “dinamismo psíquico” (idem). A imaginação material – matéria terrestre: o sertão composto de pedras, madeiras, metais e gomas – associa-se à imaginação das matérias inconsistentes e móveis – a água, o fogo e o ar –, reprodutora da percepção e da memória. Desta associação, surge a imaginação criadora do Artista Ficcional sertanejo, retirada de sua própria solidão do homem do século XX há muito apartado dos valores primários. O Criador Literário refaz a imaginação infantil, uma imaginação intermediária entre as pulsões inconscientes e as primeiras imagens que afloram na consciência. Surge, assim, um discurso diferente, insólito, renovando os arquétipos inconscientes da criança, aquela que reinventa o itinerário de aventuras do Audaz Navegante.

Inspirado pela linguagem inerente à criança, o narrador roseano remodela a linguagem ficcional, enriquecendo-a com as recordações da infância. A narrativa surpreende e encanta, porque o leitor refaz também os primórdios de seu próprio passado. Todas as mamães se transformam em fadas, surgindo inesperadamente – de contra-flor –, para socorrerem seus filhinhos.

O sonhador de um imaculado sertão (perfeição = matéria épica digladiando com a forma ficcional do século XX), distante temporalmente de sua realidade imediata, reinventa seu infantil passado inesquecível, as possibilidades perdidas, os sonhos revividos nos momentos de solidão.

“No sonho, as palavras reencontram amiúde o seu sentido antropomórfico profundo. Aliás, pode-se observar que a modelagem inconsciente não é coisista; é animalista. A criança entregue a si mesma modela a galinha ou o coelho. Cria vida” (Bachelard).

As palavras remodelam o homem e a vida, refazem as imagens do inconsciente, dão substância aos pensamentos e, aqui, dão substância aos pensamentos de um criador ficcional que se apossa engenhosamente do universo infantil. A modelagem inconsciente, retirada dos sonhos da infância, faz o leitor-eleito retornar às alegrias primeiras da descoberta da vida. Nessa região psíquica, entre as pulsões inconscientes e as primeiras imagens da consciência infantil, o narrador-mirim de um sertão imaculado, avatar do narrador moderno (submetido diariamente a experiências comunitárias conflitantes), recria seu antigo mundo familiar, transformando uma manhã de chuva normal em uma narrativa onírica e poética, propulsora de profundas meditações para esse mesmo leitor.

Para a compreensão do artigo de Neuza Machado, ler:
ROSA, João Guimarães. “A partida do audaz navegante”. Primeiras Estórias. 8. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.

sexta-feira, 2 de março de 2012

PASSAGES DE PARIS 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE


PASSAGES DE PARIS No 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE

NEUZA MACHADO

Um excerto de meu ensaio analítico-interpretativo O Fogo da Labareda da Serpente – sobre a obra de Rogel Samuel O Amante das Amazonas – foi publicado na Revista Francesa PASSAGES DE PARIS No 6.

Para a leitura do excerto da Revista Francesa, clique em http://www.apebfr.org/passagesdeparis/editione2011/articles/pdf/PP6_revision1.pdfssagesdeparis/editione2011/articles/pdf/PP6_revision1.pdf

Para a leitura do livro O Amante das Amazonas de Rogel Samuel, clique em http://historiadosamantes.blogspot.com/2009/04/o-amante-das-amazonas.html



Para a leitura do livro O Fogo da Labareda da Serpente, clique em http://ofogodalabareda.blogspot.com/


ou




quinta-feira, 1 de março de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UMA AVENTURA QUASE QUASE A TERMINAR - 22.3


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: UMA AVENTURA QUASE QUASE A TERMINAR - 22.3

NEUZA MACHADO

De Verdade!,
O Bhima Estrelante
Não Vivia Longe
De Sua Amiga Vagante,
Porque Era
O Diligente Protector
Da Animada Senhora
Do Longo Vestido
Encarnado
Brilhante,
E, Graças a Ela!,
Naquelle Final
De Século XX
E Início do XXI,
Graças às Leituras
Por Certo! Profundas
Da Dita Bendicta,
Ele Pode Movimentar
A Vimana Voadora
Super Bacana
Por Todos os Lados
Do Universo Estrellado,
E Anotar
Todos os Acontecimentos
Do Mundo Rotundo
E do Mundo Encantado,
E Si Pode Maravilhar
Com as Belezas
Do Brasil Varonil,
E Pode Chorar de Alegria
E Rir de Tristezas Doídas,
PorQue Assim
Era a Veneranda
Veirota Juvenil,
E Ele Só Lograva Existir
Graças
À Existência Agitada,
Terráquea e ALuada,
Da Diana Maria Senil
Caçadora de Aventuras Mil
Pelas Terras Auríferas
Do Brasil Varonil.

Aquela LigAcção InVisível
Com a Diana da Serra
Ou Diana DuMar
Maluca Exemplar
Era Uma Espécie
De Intrigante Avatar.

Naquelles Annos
Da Vida Terrena
Do Bhima,
Voando na Vimana
Pel’os Céus
Dos Diversos Brasis,
A Veneranda Feliz
Tornara-se
Por Certo!
Sua Força Motriz.

O Facto era que
A Vida Imortal
De Extra-Terrestre
Bonzinho e Cordial
Necessitava Sempre
Da Companhia
De Uma Determinada
E Valente
E Corajosa Mulher
Impaciente,
Para Guiá-lo
Nas Sendas
De Aventuras Sem-Fim
E de Muitos RePentes.

Excêntricas
Mulheres,
Ricas e Pobres,
Desde que
Aportara na Terra
Dos Homens Actuantes
Pobres ou Ricos Esnobes
Do Incerto Porvir,
Serviram-Lhe
De Incentivo,
Para que o Seu Viver
De Extra-Exilado
Em um Planeta
Diferente do Seu,
Muito Amado!!!,
Pudesse Florir.

Naquelles Meados
Do Século XX Passado,
Desde a Morte
De Iaiá Julieta Garcia
Machado de Assis,
A Quem o Bhima
Se Affeiçoara,
Por Demais da Conta!,
A Nova Escolhida
Fora a Menininha
Dianna Magrinha
De Corpinho de Miss,
A Qual,
Com o Passar
Dos Annos,
Se TransFormara
Na Venerável
Dianna Gordinha
Do Aquilino Nariz.

E Não Foi Que,
N’Aquelle Momento,
A Velhusca já estava
Se Sentindo
Cansada de Viajar,
Seis Horas e Meia,
De Ônibus MileUm,
Todas as Semanas,
PrAláePrAcá,
E Já Estava Aprontando
Mais Uma das Suas?!!!

A Veneranda,
Muito Esperta!!!,
Mantinha
O Emprego
Alo(u)cado
E Firmado
Na Cidade do Rio,
Às Segundas
E Terças,
E ReServaVa
Os Outros Dias
Da Semana Bacana
Para Trabalhos
Vagantes
Beeeeeeeem Distantes
Da Tal Cidade
Do Rio Encantado,
Só Para Correr Atrás
De Aventuras
Mirabolantes
Sem-Fim
E Acontecimentos
Pr’ALáDe
Inesperados,
E, Assim,
Conhecer
Cada Cantinho
Bonitinho
Escondidinho
Do Seu País
Adorado.

Naquelle Final de 2003,
A Veneranda Estava
A Despedir-Se
Do Trabalho Passante
E, Já Muito Actuante!,
Ao Mesmo Tempo,
Itinerante!,
Procurava
Um Outro Lugar,
Que Lhe Permitisse
Novas Aventuras
Mui Interessantes
Achar.

Então!,
Pois Acredite
Neste Meu ReConto,
Meu Caríssimo Leitor:
De Facto!,
O Bhima Intergalático Protector
Ficou a ReGalar-Se
Com a Tal DeCisão
Da Veneranda Andarilha
De Bom Coração,
DeCisão Aquella Que
Diga-se de Passagem!,
Com Certeza!,
Certíssima!,
Tinha Por Trás
As Mãozinhas Supremas
Do Supremo Senhor
De Inigualável Valor.

E, Assim,
Do Mesmo Jeitinho
Que Vou a ReContar-Lhe,
RePet(d)indo Sempre,
Para Que Você
Não Perca
O Fio De Ariadne
Desta Meada EnRolada!,
Naquelle Dia,
O Bhima Estivera
A Observar a Diana,
De Perto
Evidentemente!,
Enquanto
Ela Tagarelava
Alegremente
Com a Venerável
Väjira Diamante
Dos Inúmeros
E Bellos Mantos
Incandescentes.

Quomodo Estava
A Contar-Lhe,
As Duas,
Naquella Manhã Radiosa
De Final de Dezembro
Do Anno de 2003,
Enquanto Tomavam
Chá Indiano
E DeGustavam
Bolachinhas Francesas
E Broínhas Mineiras
De Amarelinho
Fubá Sertanejo
De Bom-Paladar,
Estavam a ReCordar
As Aventuras,
Sabe de Quem?!!!
Isto Mesmo!!!
Já Lhe Disse!
Estavam a Falar
De Bhima
Guerreiro Exemplar.
E Ele Estava Bem Ali,
Bem Pertinho!,
A Ouvir Toda a Conversa
Das Duas CoMadres
A Tagarelar Sem Parar.

Então?,

Então QuoModo
Já Vou ReContar-Lhe,
Foi Aí Que
A Veneranda ReVelou
À Diana
A Presença do Sentinela
Entre Elas.

Então,
Do Mesmo Jeitinho
Que Vou a ReContar-Lhe,
Já Lhe Disse?!!!,
E RePito!!!,
O Bhima Extraordinário Viu
A Veneranda e a Sábia
Muuuuuuito Animadas,
Conversando, Contentes!,
A ReLembrarem
Os Grandes Acontecimentos Históricos
Do Mundo Rotundo
E TamBém
Do Mundo Profundo.

E o Mais Interessante
Nesta Estória Toda
Que Estou a Narrar-Lhe
É Que,
Justo no Momento
Em Que o Bhima Estava
A ReDuplicar
As Grandes Orelhas
De Extra-Terrestre
Ouvidor Exemplar
E a as Mãozinhas Verdinhas
De Escrevinhador Escritor Popular
De Suas Próprias
Extraordinárias Aventuras
Na Terra dos Homens
Sem-Rumos
A Coçar,
Para Ouvir Melhor
A Conversa Entre as Duas,
Pois Então,
Oh! Surpresa!!!,
Repito-Lhe!,
A Sábia Sabida
Sabedora de Sábios Contos
E Recontos
Do Passado Glorioso
E Belicoso
Dos Homens Erectos
Mas Infelizmente Sem-Rumos
Estava a Falar
D’As Aventuras do Bhima
Na Terra Encantada e Divinal
Do Brasil Varonil
Incrível Lugar
.

Quomodo Já Lh’Afirmei,
O Solitariozinho Ficou
Muito Envaidecido!
Ele Não Sabia
O Quanto
Era Amado
E Querido
Pela Sábia Do Longo
E Esvoaçante
E Deslumbrante
Vestido Florido.

E Só Para Você
Não Esquecer-Se
Desta Estória
Contada e ReContada,
Ela Justamente Dizia
À Diana Caçadora Valente
De Aventuras Inéditas
E Mui Transcendentes:
Ocê Não Sabe,
Ó Discípula
Diana Valente!,
Mas o Bhima Está Aqui,
Bem Pertinho da Gente!,
Escuitando Toda
A Nossa Conversa
Incessante!
Ocê Sabe
Ou Não Sabe
Que Sou Vidente
E Otomante?


Ao Ouvir as Palavras
Da Sábia Mineira,
QuoModo
Já InFormei-Lhe
Mui Anteriormente!,
O Bonitinho Levou
Um Susto D’Aquelles,
E Um Pouco Sem Jeito
Pensou Diligente:
Será Que Estou
A TransFormar-Me
Em Terráqueo Sensível,
Ou Será Que Já Não Sou
Um Extra-Terrestre InVisível?


Assim,
Pensando Muuuuuito!,
ReSolveu Voltar
Bem DePressinha
Para a Sua Vimana
Brilhante
Limpinha,
E Voou
De Volta
Ao Recanto de Luz.

Em Lá Chegando,
Abriu Todas as Janelas
Da Vimana Bacana,
Para Entr’Ar
Bastante Ar,
E a Sala-Dormitório-Escritório Arejar,
Colocou Um Compact Disc
Do Zéca Pagodinho Imortal
Cantor Divinal
Brasilês Maioral
No Seu UltraChic
CD Player
De Última Geração De 2003,
Comprado na Cidade
Dos CariocJônios Em Acção,
E Ficou Ali,
Por Muuuuuuuito Tempo!!!,
Enlevado!!!,
A Ouvir a Canção,
Cantada
Com Muuuuuuuta Paixão,
Pelo Intérprete Favorito
Daquella Genial Geração:

"Deeeixa a Vida me levar!,
Vida leeeva eu!
Deeeeeixa a Vida me levar!
Vida leeeva eu!
Sou feliz e agradeeeço
por tudo o que Deus me deu!
Deeeeeeixa a Vida me levar!
Vida leeeva eu!
Deixa a Vida me levar!

Vida leeeeeeva eu!"

Então,
Só Para Finalizar
O Aqui ReLatado,
O Bhima,
Muito Emocionado
Com a Letra
Da Encantadora Canção,
À Moda dos Humanos
Brasileiros
Altaneiros
Caçadores
Do Invisível Leão,
ReSolveu,
Ele TamBém,
Agradecer
Ao Supremo Senhor
De Grande Coração
Por Permitir-Lhe
Tão Maravilhosa
Satisfação.

Ali, no Território Divino
Do Terral Brasileiro,
Ele Não Era Estrangeiro!,
Não!
Era Querido Por Todos,
E Era Muuuuuuito Bom!!!,
Bom DeMaaaaaais da Conta!!!,
Viver a Sua Função
De Sentinela
Do Espaço Sideral
Justamente
Na Terra
Dos Homens
Do Brasil Cordial.

E, Principalmente,
Fora Uma Graça Suprema
Viver Por Uns Tempos
Naquella Serra Divinal
Das Minas Gerais
Dos Mineiros Altaneiros
Sensacionais,
Bem Pertinho
Do Magnífico
E Sagrado
Alto da Conceição
Dos Intrépidos Ancestrais.

Enfim,
Era o Seu Dever
Acompanhar
A Diana Maria
Do Sorriso Fermoso,
E ele Iria Acompanhá-la
Sempre!,
E,
QuoModo Um Diligente
Anjo de Guarda Amoroso,
Iria Protegê-la
Nas Perigosas Pelejas
Do Insólito Viver Glorioso.

Assim,
Pensando em Novas
Prováveis Aventuras
Da Veneranda Diana
Naquelle País Tropical
Sem-Igual,
O Bhima Ficou a Ouvir,
Naquelle Final de 2003 Crucial,
O Compact Disc
Do Divo Zéca Pagodinho
Cantor Carioquês,
Acompanhando
O Ritmo da Música
Do Popular Brasilês-Português,
A Dançar
E a Cantar:
Deixa a Vida me levar!
Vida leva eu!
Deeeixa a Vida me levar!
Vida leva eu!
Deeeixa a Vida me levar!
Vida leeeva eu!
Sou feliz e agradeeeço
por tudo o que Deus me deu!!!!!
"

A
ssim
termina
a história do
Bhima SentinelA
do Grã Espaço Sideral
escrita em um 2003 Sem-Igual

***********

entrou per uma porta e
voou no descampado
uma vimana limpinha
para um outro narrado
até lá até lá até lá

************
**********
********
******
***
*

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: CHÁS INDIANOS FUMEGANTES E DELICIOSOS BOLINHOS MINEIROS CROCANTES - 22.2


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: CHÁS INDIANOS FUMEGANTES E DELICIOSOS BOLINHOS MINEIROS CROCANTES - 22.2

NEUZA MACHADO

Naquelle Dia,
Em lá chegando,
Na Serra do Calderão Tampado
Borbulhante
Animado,
E a sua Vimana
Estacionando,
O Bhima se surpreendeu
Com o que Avistou.

Não é que a Venerável
Väjira Diamante
Gênia Otomante
E a sua Discípula
A Diana Andarilha
Dos Cabelos Flamejantes
Estavam Ali Sentadas
Nas Confortáveis
Poltronas Fluctuantes,
Na Grande Varanda Arejada
Da Sábia MultiFascinante,
ConVersando
E ReVisitando
A História dos Homens
Atalantes?

Naquelle Momento,
Talvez,
Seis Horas da Manhã
De um Dia ANormal,
E as duas já Saboreavam
Chás Indianos Fumegantes
E Deliciosos Biscoitinhos
Amanteigados
Franceses
Crocantes
E Mineiros Bolinhos
De Fubá de Milho Sonhantes,
Enquanto se EntreTinham,
Culturalmente,
ReVisitando a História
Do Mundo Geral
De Passado Imortal.

Então???!

Então?!!!
Então o Bhima
Se Aproximou
Bem de Mansinho
E, Aproveitando-se
Da Sensibilidade Auditiva
Da Brisa Matutina
Que Estava Ali a Rondar,
A Conversa das Duas CoMadres
Ficou a Escutar.

A Conversa Girava
Em Torno
Dos Antigos Deuses
Astronautas
De Auras Brilhantes
Que Visitaram o Oriente Influente
Em Tempos Distantes.

A Sábia Era Uma Mulher
Instruída, de Muito Saber,
E à Discípula Inteligente
Persistente
Ensinava os Conhecimentos
AdQuiridos
Em Seu Longo Viver.

Enquanto a Sábia
Discursava,
ReLatando à Diana
Os Incríveis Momentos
Passados
Do Mundo Global,
O Bhima,
QuoModo Sempre
Disfarçado de Aragem,
No Caso Em Que Estão,
Matutina,
Acompanhava os ReLatos
Com Interesse Total,
PorQue Sabia,
D’Aquella Intrincada
Narração,
Contada e ReContada
Em Uma Fascinante
Sexta-Feira
De Muita Animação,
N’Um Final de 2003 Encrencão,
Sairiam Maravilhas
De Arrepiar,
Estacionadas Todas
No Tempo Exemplar,
As Quais,
Até Ele Mesmo,
O Voador Caçador
De Aventuras
No Espaço Estelar
E Na Terra E No Mar,
Em Seu Caderno Dourado
Bem Rabiscado
Esquecera de Anotar.

E a Maga Mental,
Puríssima Gênia do Bem
E de Virtude Integral,
À Sua Discípula
Enlevada,
Com Voz Alteada,
De Oradora Inspirada,
A Cultura Brilhante
Do Passado Distante,
ReCapitulava.

Assim,
Do Mesmo Jeitinho
Que Vou a Contar-Lhe,
O Bhima Extraordinário Viu
A Veneranda e a Sábia,
Muito Animadas!,
Conversando Contentes,
A ReLembrarem os Grandes
Acontecimentos Históricos
Do Mundo Rotundo
Do Passado Distante
E TamBém do Presente.

E o Mais Interessante,
Nesta Estória Toda
Que Estou a ReContar-Lhe,
Foi Que,
Justinho no Momento
Em que o Bhima Estava
A ReDuplicar as Suas
Grandes Orelhas
De Extra-Terrestre Invulgar,
Para Ouvir Melhor e Anotar
A Conversa Entre as Duas,
A Sábia Sabida Estava
Justamente
A Falar
D’As Aventuras do Bhima
Na Terra dos Homens
De Origem Estelar
,
Por Demaaaaaais!,
Comovida.

O Bhima Ficou
Muuuito EnVaidecido!
Envaidecido à Moda
Dos Humanos Convencidos!,
Ele Não Sabia
O Quanto era Amado
E Querido
Pela Sábia do Longo
E Esvoaçante
Vestido Florido.

E Ela Dizia
À Diana Maria
Valente Caçadora
De Aventuras
Transcendentes Vazias:
Ocê não Sabe,
Diana Valente!,
Mas o Bhima Está Aqui,
Bem Pertinho da Gente!,
Com as Antenas Ligadas,
Ouvindo Toda as Nossas
Parolas Animadas!
Ocê Duvida?
Ocê Não Sabe
Que Sou Vidente
Instruída
?”

O Bhima,
Ao Ouvir
As Palavras
Da Sábia Madrinha,
Levou
Um TreMendo Susto,
Sensacional!,
E Voltou
DePressinha
Para o Conforto
De Sua Vimana
Limpinha.

Acontece,
Meu Caro Leitor!,
Que,
Por Obra e Graça
Do Destino PreClaro,
As Aventuras do Bhima
E da Veneranda Diana,
Naquell’Outro
Alto de Serra
Da Cidade Divinal
Praláde Bacana,
Estavam a Terminar.

As Aventuras do Bhima
Naquelle Alto de Serra
Divinal de Minas Gerais
Estavam a Terminar,
Sim, Senhor!,
Naquelle Anno da Graça
De 2003 de Bélico Terrível Fulgor,
Por Um Motivo Exemplar.

O Facto era que o Bhima
Não Possuía o ConTrole
De Sua Vidinha Bonitinha
De Mestre Extra-Terrestre
Na Terra dos Homens
Do Perdido Radar.
O conTrole de Suas Ações
Estava Todo nas Mãos
Do Supremo Senhor
De Poder Sem-Igual
Na Terra e No Ar.

Afinal,
Ele era um Simples Servo
Da Poderosa Divindade,
Um Sentinela Intergalático
Do Espaço Sideral,
Um Diligente Observador
E Escrevinhador
Das Coisas
Do Planeta Terra Actual,
Um Soldado Sem Soldo
Da Brigada Celestial,
Actuando Há Milhares
E Milhares de Annos
Em Vários Cantinhos
Do Mundo Rotundo
Geral.

Se o Senhor Supremo
Quisesse Enviá-lo
A Outros Planetas
De Outras Galáxias,
Ou Mesmo aos Planetas
Da Galáxia
Onde se Localizava
A Terra dos Homens
Inteligentes
E Erectos
Mas Infelizmente Sem-Rumos,
Com Certeza!,
Certíssima!,
Isso Poderia Acontecer!
No Entanto,
O Grandíssimo Senhor
Era, Por Demais!,
Protector!,
E Sabia o Quanto
O Bhima se Affeiçoara
Àquelle Planeta Azulindo,
E o Quanto
Era Importante
Para ele
Observar
E Escrevinhar
Todos os Acontecimentos
Que EnVolviam
Os Humanos,
A Cada Segundo,
A Cada Minuto,
A Cada Hora,
A Cada Dia,
A Cada Mês,
Anno,
Século,
Milênio,
Et Cœtera, Etc.

Então?!!!
Então,
O Motivo Real
De Sua Decisão
Em Afastar-se
Daquelle Alto de Serra
Do Mineiro Sertão,
RePlecto
De Acontecimentos
Sensacionais
Sem-Iguais,
Estava no Facto
De o Supremo Senhor
Ter ReDirecionado
A Vida da Discípula
Da Sábia Väjira Diamante
De Poderes Astrais
Maiorais,
A Veneranda Diana
De Aventuras Mil,
A Serena,
Para Outras Bandas
Do Brasil Varonil.

A Veneranda
Era uma Mulher Viajante
De InControlável Acção,
E o Seu Trabalho Nosso
De Cada Dia
Permitia-lhe
Movimentar-se
Em Vária Direcção,
De ACordo
Com os Mandos
De Seu Coração.

Naquelle Anno da Graça
de 2003, Por Exemplo,
A Veneranda Vadiante
Resolvera Trabalhar
Em Dois Lugares Diferentes
E, Entre os Dois,
Bem Distantes:
No Rio de Janeiro
De Temperaturas Ferventes
E N’Aquelle Alto de Serra Divino
De Invernadas Geladas
E Primaveras Estreladas,
Aquelle Alto de Serra
De suas Origens
De Vida Actuante.

Ali, nos Arredores
D’Aquelle Lugar Divinal,
Nascera o seu Papai
Antoinzim Aquileu
Cantador de Baladas
E a sua Jane Mamãe
Das Estórias de Fadas.

Ela, a Diana,
TamBém
Nascera Ali Perto,
Na Cidade da Sancta Luzia
Do Carangola Frajola,
E, Por Essa Razão,
Os Seus Olhos
Eram Instigantes,
Argivantes,
Pois Receberam
As Bênçãos
Da Sancta Protectora
Dos Cegos Vagantes.

Além disso,
Ali,
No Ponto Mais Alto
Das Montanhas Sagradas
Daquelle Lugar
De Aventuras Marcantes,
Nesse Conto
Em’Que’Estão,
Vivia TamBém
A Mestre-Guru
Da Diana Veneranda
Do Bem
E de Bom Coração,
A Venerável Sábia
Väjira Diamante
Dos Curtos e Anelados
E Brancos Cabelos
Revoltos
Brilhantes.

E o Bhima
Já Não Podia Viver
Loooooooonge
De Sua Amig’Andarilha!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DEPOIS DE UMA LOOOOOONGA HIBERNAÇÃO - 22.1


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DEPOIS DE UMA LOOOOOONGA HIBERNAÇÃO - 22.1

NEUZA MACHADO

Naquelle Dia,
Depois de Uma
Looooooooooooooooooooonga
Hibernação,
Naquelle Novembro 23
Do Anno da Graça de 2003,
O Bhima,
O Querubim Flamejante Viajante
Preferido do Supremo Senhor
De Poder Fascinante,
Acionou os Botões
De Sua Vimana Antigona
Esplendorosa
Brilhante,
E foi até ao Monte
Do Caldeirão Tampado
Leopoldinense,
Vizinho de Sua Cidade
Divinal
Importante,
RePlecto de Informações
Eternais
Sensacionais,
Confabular
Telepaticamente
Com a Sábia
Väjira Diamante
Do Manto Azulado
Às Vezes Dourado
Resplandecente,
Aquella Sábia-Guru
De Conhecimento
Literário
Intermitente,
A Sábia-Guru
PreFerida
De Sua ProTecgida
Querida
Diana Caçadora
De Palavras Influentes,
Uma Mulher Valente,
Uma Persuasiva Docente
De Conhecimento
Transcendente,
A Qual,
Naquelle Alto
De Serra
Estelar,
Ao Luar,
Com os Antigos
Demiurgos Caldeus
Ousava Falar.

O Bhima,
Naquelles Dias
De RePouso Ansiado,
O Seu Motor-Cerebral
Ficara Pralád’Activado.
A Sua Cabeça
De Vivente Sideral,
Protectora
De Seus Lentos
E Versificados
Pensamentos,
De Máculas Isentos,
Naquelles Dias
De Muita Magia,
Transformara-se
Numa Agitada Panela
Baloiçante,
De Díspares Ideias
Ferventes,
Fumegantes.
Os Seus Olhos,
Capazes de Ver
Na Mais Incrível
Escuridão,
Tornaram-se,
por Uns Dias!,
Três Vezes!!!,
Asseguro-lhe!,
Mais Poderosos!,
Desejosos de Visualizarem
O Porvir do Existir
Dos Filhos de Adão.

O Bhima
Interligado
E Antenado
Ainda Estava
EnCantado
Com a Sua
Intuição,
Aquella Tal
Que tivera
Sobre o Futuro
Glorioso
De Seu País
Muito Amado,
Adorado!,
O Seu Bello
Rincão!,
O Qual,
Até Há Bem
Pouco Tempo!,
Estivera
ImPrensado,
Coitado!!!
Atolado
E Descompensado.

Só de Pensar
Que o Brasil
Varonil
Venerado,
Em Um Dia
Qualquer
Do Futuro
Sem-Muro
Desejado,
Seria do Mundo
Em Geral
A Grande Capital,
Só de Pensar
Nessa Inegável
Verdade,
O Sentinela
Do Espaço Sideral
Exalava de Seu Ser
Um Notável Prazer.

Por Tudo Isso,
Naquelle Novembro 23
De 2003,
O Solitariozinho
Das Estrelas Distantes
ReSolvera Visitar
A Sábia Väjira Diamante
Dos Curtos e Anelados
E Brancos
E Revoltos
Cabelos Brilhantes,
A Que Possuía
TamBém
Uma Outra
Chácara-Biblioteca
Naquelle Monte
Leopoldinense
Importante,
E Estava Arranchada
Por Lá,
Naquelle Instante
Instigante.

A Visita
Tinha Um Motivo!
E o Motivo Legal,
Nesse Caso Contado
E Detalhado!,
Era Bisbilhotar,
Escarafunchar
E Rastrear
Nas Recheadas Estantes
Da Biblioteca Central
Da Sábia Flamejante
(Dos Antigos Actlantes
A Nova Residência Oficial),
Ou Ouvindo as Conversas
Da Sábia Quiromante
Com Seus Inúmeros
Discípulos,
Que Vinham de Perto
E/Ou de Terras Distantes,
Sobre as Épicas Histórias
Fantásticas
De Glórias
Acontecidas no Mundo
Rotundo e Profundo
E no Vastíssimo
Espaço Sideral.

Se o Bhima
Quisesse Pesquisar
A Famigerada
Famosa
Fermosa
História Geral,
Na Tela Mágica
Do Futuro,
Presente
E Passado
E Et Cetera e Tal, ,
Saberia de Tudo
No Mesmo Momento
Acionado.
Mas, a Verdade,
Três Vezes!!!
Verdadeira!,
Era que o Desejo
De ComPartilhar
Emoção
Estava Vibrando
Em Seu Coração.

E, Pelo Bem
Da Mesmíssima
Verdade!,
Os Livros da Sábia
De Terceira Idade
Eram, Por Demais!!!,
De Altíssima
Qualidade!!!

Transmitiam
Um Prazer
Fenomenal
O Folhear
Aquellas Páginas
Dos Inúmeros Livros
Coloridos,
Todos Eles Editados
Em Papel-Bíblia
Ou PapelLinho
Notadamente Especial.

A Grande Biblioteca
Da Sábia do Sábio Andarilho
Do Conhecimento
Invulgar,
Naquelle Monte
Do Calderão Tampado
Milenar,
Era Um Santuário
Instigante,
Anelante,
Situado no Cômodo
Mais Alto
Daquelle Altíssimo Lugar.

E o Bhima Apreciava
TamBém
A Aura de Mistério
Que Pairava no Ar.

Então?!!!
Então, para
O Grande Terreiro
De Terra Batida
Da Sábia Fenomenal,
Naquelle Monte Excepcional,
O Bhima Voou,
E Dentro
De Uma Protectora
Lapa Profunda
A Sua Vimana
Esplendorosa e Bacana
Estacionou.

Depois,
Caminhou Lentamente,
Aspirando
O Perfume das Flores,
Ouvindo
O Canto dos Pássaros,
Saboreando
Alguns Frutos Silvestres,
Sentindo
Os Cariciosos Afagos
Da Brisa Volátil Matutina
(o Bhima saíra bem cedo
Da Casa divina!),
Apreciando
Com Seus Grandes
E Argutos Olhos
As Belezas Naturais,
As Quais
Abundavam
Naquella Serra Altíssima
De Minas Gerais,
Sem Dúvida Alguma!,
Um ReDucto Formigante
Borbulhante
De Instigantes
Deuses Espaciais.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DEPOIS DA AUSPICIOSA CONSTATAÇÃO - 21.3


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DEPOIS DA AUSPICIOSA CONSTATAÇÃO - 21.3

NEUZA MACHADO

Depois da Auspiciosa
Constatação,
O Incrível Sentinela
Do Espaço Sideral,
Há Muuuuuuiiito!!!,
Estacionado
Na Terra dos Homens,
E, Há Muuuuuuuiiito!!!, Alocado
Naquelle Imponente
Alto de Serra Abençoado
Daquelle Paraíso Tropical,
ReSolveu Aproveitar,
Realmente,
Aquelle Seu Desejo
De Afastar-Se
Dos Problemas Humanos
Persistentes,
E Gozar
Um Loooooooongo
DesCanso Exigente.

Assim,
Depois
De a sua Vimana,
Com Muuuito
Cuidado!,
Limpar;
Depois
De o Fabrico
Das Deliciosas
Comidas
Mineiras
ProVidenciar
(ReFeições que
No DeCorrer
Dos Dias
Iria DeGustar),
Arrumou
O Quartinho
Limpinho,
Tão Amado!!!,
Ajeitou o Fofo
Travesseiro
Antialérgico
Dourado
(O Bhima
Era Muuuito
Sensível
Aos Ácaros
Que Abundavam
Na Terra dos Homens
E do Viver
Corrompido,
E, Quaaase Sempre!,
Ficava
Com o Narigão
Compridão
Entupido);
A Seguir,
Sem Pestanejar!,
Ajeitou
As Acariciantes
Cobertas
De Cores
Brilhaaantes,
Intrigaaaaaaaantes,
Pensaaantes,
E Foi Hibernar!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: LIVROS IMPRESSIONANTES DE ÉPOCAS INFLAMANTES - 21.2


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: LIVROS IMPRESSIONANTES DE ÉPOCAS INFLAMANTES - 21.2

NEUZA MACHADO

Entretanto,
Naquelle Dia,
ele não quis se Trancar
Dentro da Vimana
Bacana
a Troco de Nada,
muuuito pelo contrário!

Pensando assim,
Imediatamente
Sacudiu a Poeira
de sua Estante
Impressionante,
RePlecta
de Livros Intrigantes,
Escolheu
Um Livro Precioso,
o Qual ReContava
a Sua Própria Vid’Animada
QuoModo Semi-Humano
em Um Distante Passado
da História Falada
e Grafada,
e Per Terrível Guerra
Agitado,
Ligou a Sua Incrível
Tela Mágica
do Futuro
Presente
e Passado,
para ConFerir
os Acertos
e DesAcertos de Ambos,
do Livro
e da Tela Mágica
Sem-Par,
e foi Pesquisar
Antigas ProFecias
de Arrepiar!

Foi aí, então,
que ele se ReCordou
das Palavras
do Magnificente Senhor,
Aludindo a uma
Batalha Global
Sem-Igual,
que iria Acontecer
em um Período QualQuer
da História Futura Geral,
Com Pavooor!,
N’Um Porvir QualQuer
Não Assinalado
pelo Supremo
Supremo Senhor,
e que seria
de InDiscutíveis
Grandiosidade e Horror.

Ora!, veja Você!, Meu Leitor!,
Naquelle Anno de 2003,
o infeliz anno da Guerrona do Horror,
o Bhima precisou
do Auxílio do Livro
e do Auxílio da Tela
MultiColor,
para lembrar-se
das Supremas Palavras
do Supremo Endeusado
Supremo Senhor
de Altíssimo Valor,
o qual,
há muuuuuuuuito!!!,
em um Passado
Glorificado,
já o havia Avisado:

Oh! Bhima!
Oh! Antigo
Poderoso Guerreiro!,
o mais poderoso
entre os poderosos
do Passado Histórico
deste Mítico
Planeta Azulado!,
e, Naquelle Ontem
D’Ourado,
de Uma Amorosa
Mãe Terráquea
Bem-Nascido
e Muito Estimado!,
Anote Estas Minhas
Palavras Brilhantes,
para que as leia
em um Futuro Distante.

Saiba, oh! Bhima Alado!
De Estirpe Abençoada
e de Caracter Honrado!,
que, em um Futuro
QualQuer
Um Futuro Sem-Muro,
de um Milênio Vindouro
QualQuer,
enviarei,
à Terra dos Homens Enclausurados,
Um Povo Desconhecido,
Sofrido e Animado,
que, Com Mão Firme,
Arrancará as Ervas Daninhas,
Plantadas
Por Outros Governantes
Dictos Maiores
Insanos
de Índoles Mesquinhas,
e Arrancará também
as Ervas Daninhas
do Vício Maldito,
as Quais na Terra,
no Início Desse
Principiante Milênio
de Horror,
Abundará!,
e somente conduzirá
(o Povo Assinalado)
a um Mundo de Glórias
e Muito Delicioso Maná
Aqueles que forem Fiéis
ao Espírito Superior
da Incomensurável Verdade
Inalterada,
na Grande Batalha
Contra a Maldade
Praláde Execrada.


Esse Povo
Valeroso
Amoroso
Ditoso
e Desconhecido
e o Seu Novo Governante
Actuante
no Mundo Todo Aplaudido,
e pelos Seus Especiais
Cordiais Conterrâneos
Muito Querido,
Juntamente
com os Incorruptíveis
Ministros
de Estado Exaltados,
Fundarão Uma Nova Vida
na Terra de Muitas Visões,
Purificada
pelo Desaparecimento
Incruento
De Outras
Traiçoeiras Nações!


Bhima bem que se lembrava
das Terríveis Palavras
do Supremo Senhor,
as Quais
Foram Pro-Anunciadas
em Sânscrito,
Naquelle Tempo
em que ele
se Materializara na Terra
QuoModo Príncipe Semideus.

Realmente,
Aquella Guerra de seu Passado
fora, por demais!!!, Terríííível!,
e o deixara Estressado;
mas, Naquelle Tempo,
ele era um Guerreiro Afamado,
de Muuuita Força e Poder
e Muuuito Estimado,
e Sabia,
QuoModo Ninguém!!!,
Manejar o Arco e a Flecha
sem nhém-nhém-nhém;
Manejava
com InComparável Destreza
e com Grã Realeza
a Arma Agneya
do Antigo Existir
(“a que os próprios deuses
não podiam resistir
”);
Manejava o Dardo de Três Nós
e o Tacape Devis
Somente Utilizados
por Guerreiros Viris;
também,
a Maça Destruidora
de Fileiras Hostis;
Manejava Destramente
a Arma Vajra Inclemente,
feita de Puro Cortante
Diamante,
e só InVocada
para o Embate InFlamante
de Contendas Factais
em Pouquíssimas Ocasiões
Especiais;
a Arma Vayarya
e Outras Mais;
e Outras Inúmeras Armas
TamBém,
para o Bem!,
as Armas de Guerra
dos Antigos Guerreiros
do Mal e do Bem.
Amém!

Então?!!!!

Então,
a Tal Batalha Global
Sem-Igual
estava Acontecendo,
Naquelle Momento
do Terceiro Anno
do Terceiro Milênio,
diante de seus Olhos
de Astronauta
Praláde Assustado,
bem ali perto,
bem Pertinho
de seu País Tropical
Muito Amado.

(Óh! Senhor!
de Misericordioso Amor!!!,
como foi que o Bhima,
o Tão esperto Argonauta!!!,
ainda não havia Pensado
no Tal Conflito Global
Sem-igual,
Há Muuuuuuuito Assinalado?!!!!!!
pelo Supremo Senhor
de Olhar Atilado?!!!)

Os Tais Tempos Esperados
pelo Supremo Senhor
de Grande Sabedoria
e Indescritível Olhar Divinal
eram Exatamente
Aquelle Momento Histórico,
de Graves Contendas
Assinaladas,
do Terceiro Anno
do Início do Terceiro Milênio
da Era de Aquárius
Tão CoMentada!!!

Nesses Tais Tempos Esperados,
pelo Magnificente Senhor
Muito Amado e Exaltado,
Dois Grandes Importantes
Irritantes
Comandantes de Guerra
iriam Digladiar-se;
Um RePresentando
o Lado Ruim
(no caso,
Alguém semelhante
ao invejoso Caím)
e o Outro
RePresentando
o Próprio Rei-Irmão
(Antigamente
de Alma Abençoada,
mas, Naquelle Terceiro Anno
do Terceiro Milênio,
não sei não?!!!),
também Filho de Rainha
Apaixonada,
de Alma Purificada
e de Beleza Glorificada,
Aquele Rei-Irmão,
em Outro Tempo
do Mítico Passado,
Muito Estimado
e Apreciado
pelo Supremo Sagrado,
graças a seu Anterior
Bom Coração!

E o Bhima bem se lembrava
que outros Profetas,
posteriores ao Evento,
esperaram também
por um Idêntico Momento
de Grande Batalha Global.
Inclusive o Mago
Nostradamus de França
do Século XVI Maioral,
de Grande Importância
no Esoterismo de Massa
dos Séculos Seguintes,
em Número de Cinco,
ou Coisa e Tal. Então?!!!

Então, qual
dos dois Gladiadores
do Conflito Global
do 2003 Mundial
Infernal
era o Pior,
QuoModo
Partidário do Mal?!!!

A Única InFormação
que o Bhima
Alcançou DesCobrir,
ao Acionar
na Tela Mágica do Futuro
as Notícias do Porvir,
ReVelou-lhe que,
Ambos,
Insanos!,
poderiam o Equilíbrio Social,
Daquelle Momento Factal,
DestRuir.

E, para a Alegria
do Bhima
(um ReGenerado
Contendor Estelar),
Naquella Guerra de Horror,
Naquella Batalha Global,
Não Haveria Vencedor.

Os Dois Comandantes
iriam Matar-se
Mutuamente,
Literariamente,
Juntamente
com Seus Obcecados
Guerreiros Inclementes;
e Suas Almas
Seriam Enviadas
Para o Escuro
Planeta Infernal.
E o Iluminado Mundo
e a Humanidade Inocente,
Muitas Eras de Paz
Iriam Alcançar,
Finalmente!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: AS ESQUESITICES DO BHIMA - 21.1


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: AS ESQUESITICES DO BHIMA - 21.1

NEUZA MACHADO

Neste Canto e ReCanto
do Meu ReContar,
uma das Manias do Bhima
eu quero Narrar.

Uma de suas
Esquisitices
era Enclausurar-se
dentro de sua Vimana
Circular
Aconchegante
Limpa e Brilhante
estacionada Naquelle
Alto de Serra
Deslumbrante,
e, ali, permanecer
Distraído,
Dias e Dias e Dias
e Horas Sem-Fim;
as mais Deliciosas
Comidas
Saboreando;
Lendo e Pensando;
os Desígnios
do Supremo Senhor
ReLembrando.

Mas,
quomodo um Avestruz
que se sente Acuado,
o Solitariozinho das Estrelas
assim agia, coitado!!!,
porque as Insanas
Guerrilhas Humanas
não compreendia.

Por isso,
Temporariamente,
de suas Obrigações
de Sentinela
do Espaço Sideral
Fugia,
desejoso das Contendas
do Mundo
Afastar-se,
com Espectacular
Mæstria.

Então, Naquelle Dia,
o Bhima ReSolveu
Desligar-se
um pouco
da Diana Veneranda
Implexora
de Aventuras
Mirabolantes
Caçadora
e Encastelou-se
Temporariamente
Dentro de Sua Circular
Vimana-Casa Voadora,
Estacionada
no Ponto Mais Alto
da Montanha Divinal,
Aquella Montanha Especial
da Cidade do Divino
Espírito Santo
da Zona da Mata Brilhante
da Minas Rural Instigante,
uma Região Federativa Integral,
Replecta de Ouro,
Diamantes,
Rubis
e Outras Pérolas e Tais.

O Bhima estava se sentindo
um pouco dispersivo demais
com as Coisas do Mundo Rotundo,
uma vez que não queria,
de jeito nenhum!!!,
preocupar-se com a Avassaladora
Guerra Global de 2003,
que estava Acontecendo
bem longe
de seu País Tropical,
em Outros Lugares
da Terra dos Homens,
Graças a Deus!,
um Pouco Distante D’Ali,
de Sua Terrinha Sem-Igual,
Muito Amada!

Mas, de Qualquer Maneira!,
o Nobre não encontrava
uma Maneira Plausível
de se DesLigar
dos Terríveis
Acontecimentos Gerais.

O Início do Terceiro Milênio,
o 2003 Assustado,
Apresentando
aos Outros Planetas Celestiais
Aquella Inglória Guerra Global,
estava deixando o Bhima
por demais!!!
Angustiado,
Submetido, Coitado!!!,
a uma Íntima Infelicidade Total.

Em Benefício da Pura Verdade,
o Anterior Século XX
fora, para ele,
um Extra-Terrestre Sensível,
Muito PreOcupante,
mas, o Solitariozinho
das Estrelas Distantes
Imaginava que a Aproximação
do Novo Milênio de Aquárius
das Predições Instigantes
iria Convencer
os Humanos
Expectantes
e Espectantes
da Necessidade
de uma Novíssima
Era de Paz.

No Entanto,
a Tal Esperada Paz
Deslumbrante,
Naquelle 2003 Intrigante,
estava Loooooooonge
de Ser Alcançada.

Por Tudo Isso, Naquelle Dia,
o Bhima ReSolvera
Ficar em Casa
EnClausurado,
ABalado,
ReMoendo
a Sua Terrível
Angústia Existencial
quanto ao Futuro Sem-Muro
dos Homens Agitados.

Quando o Bhima
se deixava levar
pelas PreOcupações,
o Nobrezinho
se Trancava,
Tristinho!,
Dentro de Sua Vimana
Esplendorosa Bacana,
Esquecia-se
de sua Companheira
de Aventuras Sem-Fim
a Diana Maria
dos Anjos
Archanjos
Querubins
e Serafins
e dos ContraTempos
Diários
do Extra-Terrestre
Sentinela Querubim,
Aquella Discípula Aplicada
da Sábia Väjira Esotérica
Amiga do Sábio Vyasa;
esquecia-se
de sua Função
de Vigilante
Intergalático
do Grandioso
Espaço Sideral;
esquecia-se das recomendações
enérgicas do Supremo Senhor
de Infinito Amor Redentor;
e, enfim!,
passava horas e horas e horas absorto,
totalmente esquecido
do Tempo Sem-Fim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DESDE TEMPOS IMEMORIAIS O BHIMA NARRADO E AS MULHERES FATAIS - 20.3


AS AVENTURAS DE BHIMA NA TERRA DOS HOMENS: DESDE TEMPOS IMEMORIAIS O BHIMA NARRADO E AS MULHERES FATAIS - 20.3

NEUZA MACHADO

A Vida do Bhima Memorável,
no Século XX Final,
só se tornou Agradável
porque, ele,
Muuuito Estressado,
depois da Segunda
Guerra Mundial
do ReFerido
Século Passado,
buscou,
desesperadamente,
Voando Voando Voando
E Planando
Por Todos os Lados
do Mundo Rotundo,
do Oriente ao Ocidente,
em sua Vimana
Maravilhosa
Brilhante
Bacana,
um Novo Ser
Humano
Inteligente,
para nele Depositar
sua Affeição Milenar
e Doar
Protecção
Permanente.

Foi aí, então!,
que Planando
Sobre o Terreirão
do Antônio Aquilão,
Naquelle Dia
de Grande Emoção,
por Ocasião
do nascimento da Diana
Caçadora de Aventuras
Imaginárias e Futuras
Capazes de Arrepiar
Qualquer Cristão
Por Certo!, Carolão,
foi aí, então!,
que o Bhima Elegeu
a Menininha Magrinha
Serelepezinha
quomodo sua Afilhadinha.

Desde então,
colou-se
nos Calcanhares Voantes
da Diana Vagante,
porque sabia que
as Aventuras Sem-Fim,
as Inúmeras Horas
Incomuns
que seriam ViVidas
por ela,
já estavam Assinaladas
e Bem Rubricadas
em seu Sagitariano
Mapa Astral
do Horóscopo Ocidental,
Naquella Hora
Sem Vela
em que os deuses
de Hammurabi
Babilônico
pronunciaram,
com Especialíssimo
Encantamento,
o nome dela.

Mas sei que Você,
aí no Futuro Sem-Muro,
está replecto de curiosidade,
dirigindo-me perguntas
com muita intensidade!

Você me pergunta
sobre as Outras Vigiladas
previamente Assinaladas
Amadas do Bhima Bonzão,
Aquellas que antecederam
a Anosa Veneranda Diana
Mulher Valente
Animada
e de Bom Coração.
Então, meu Patrão!,
preste atenção:

O Bhima sempre foi
o Guardião de
Indomáveis Mulheres,
desde o Início do Mundo
chamado Pagão.

Quomodo Sentinela
da Guarda Celestial
do Supremo Senhor
do Mundo de Então
Actuando na Terra,
e Apreciando Aborrecido
as Acções Insensatas
dos Humanos Sem-Direcção,
percebeu que as Mesmas,
desde Tempos Imemoriais,
sempre ficavam em Posição
de Inglória Submissão.

Os Homens Sempre Mandaram
e as Mulheres Obedeceram.

Aí, então,
o Solitariozinho de Bom Coração
entendeu que
Algumas se ReBelaram,
Através dos Séculos Sem-Fim
do Calendário Cristão.

Mas, mesmo Essas ReBeldes
necessitavam de Protecção.

Então?!!!
Então, o Bhima
se Apressou em Doar
Protecção
Para Algumas Mulheres
do Passado de Então.

Assim,
se Tornou um Guardião,
é Verdade!,
mas um Guardião
PreOcupado apenas
com uma Mulher Outonal
de Cada Vez
na História Geral.

É bem verdade que,
de vez em quando,
o Supremo Senhor
o obrigava a Enxergar
as Contendas do Mundo,
quomodo Naquelle Dia
em que o levara a Ver
a Guerra Inglória
do Início do Terceiro Milênio
Assinalado e Rubricado,
mas, no mais das vezes,
as suas PreOcupações
de Sentinela Atencioso
e Bondoso
não o deixavam infeliz
ou angustiado,
porque as Mulheres
Dinâmicas,
escolhidas por ele,
possuíam o Dom
de Transformar
seus Simples Momentos
na Terra dos Homens
em Grandiosas Empreitadas,
com Aventuras Seguras
jamais Imaginadas.

A Primeira Mulher,
a quem o Bhima
rendeu Homenagens,
foi Aquella Grande Mama
do Início da História
do Homem Primitivo
de Estranhas Roupagens.

A Matriarca era tão Inteligente
e Actuante que,
durante Séculos e Séculos
de Mandos Rompactentes,
Suas Descendentes
Dominaram
o Mundo Rotundo
quomodo Mulheres Valentes.

Os Homens da Época
Primitiva do Ser
foram obrigados
a reconhecer
o Poder e o Saber
de Suas ConSortes
Intransigentes.

A Dita Mamãe,
Uma Vênus Gordona,
por exemplo,
graças aos Escritos
do Bhima,
Endereçados
ao Supremo Senhor
de Altíssimo Valor,
Alcançou Tanta Fama,
que a Sua Estátua de Barro
resistiu às Intempéries,
à Acção Devastadora
do Tempo Inclemente,
e poderá ser Vista,
Ainda Hoje,
ou no seu Amanhã PreVidente
de Ser Humano Contente,
Enfeitando uma Galeria
de Arte Pré-Histórica
Qualquer
Deveras Louçã,
de um ReConhecido
QualQuer Museu
do Ocidente
ou do Oriente
ou do Alaska
do Frio Inclemente.

A Segunda Famosa,
porque Outras Existiram
ao Longo dos Séculos
Posteriores à Grande Mamãe,
foi Aquella Helena de Tróia
e dos Gregos Valentes
do Passado Distante.

A Helena Bonita
recebeu do Bhima
uma Especial Atenção.

Enquanto o Menelau
Guerreava,
dominando impiedoso
as Tribos Rivais,
bem mais Fracas e Tais!,
as Ditas Tribos Alocadas
ao Redor de Seu Reino
Afamado,
a Helena Fermosa,
Triste e Abandonada,
era por Outros
Príncipes e Reis
Desejada.

O Bhima sabia
o quanto a Bella sofria.
Pior do que a dor,
era a falta de amor!

E foi aí então
que Apareceu
Aquelle Príncipe Páris
Tão Bonitão,
Irmão do Hector Valentão,
e entre os dois surgiu
uma Grande Paixão.

A Tal Atracção
Gerou
um Notável
e Épico Barulhão.

O Páris Roubou
a Helena Galante
do Rei Comandante,
levando-a,
para com ele Viver
em seu Reino Distante.

A Contenda,
segundo o Homero
dos Gregos,
durou Dez Annos,
e Muitos Morreram,
mas, o Páris e a Helena,
por Incrível
que pareça!,
SobreViveram.

A História Não Conta,
mas os Dois Realizaram
no Mundo Profundo
um Amor Verdadeiro.

O Bhima Sentinela,
Amigo da Bella,
a Vida Dela,
de Aventuras Mil,
Assistiu.

A Terceira Famosa,
entre Tantas e Tantas!,
que mereceu do Bhima
Perene Atenção,
foi a Amada Estimada
de Dom Sebastião.

A História diz
que o Rei-Meninão
morreu virgem,
nas areias escaldantes
de Alcácer-Quibir,
no Grande Deserto
da África do Norte,
durante uma Cruzada
nas Terras dos Mouros
de então.

A Verdade,
por certo!!!
Quem sabe?!!!
Verdadeira,
é que o Rei-Meninão
gostou tanto do Norte
e do Porte
da África Encantada,
que por Lá ficou,
até Idade Avançada.

O motivo da decisão
do Rei em questão
foi a Bella Dançarina Inês
da Cidade de Fez.

Mas, muitas mulheres de Então
foram protecgidas do Bhima,
e todas elas receberam Atenção.

A Cada Volta da História
dos Homens Sem-Rumo,
uma Aventurosa Mulher nascia,
para ao Bhima Bondoso,
na Terra Encrenqueira,
fazer Companhia.

Assim, então!,
antes da Dianna Valente Luzia
Caçadora de Aventura Vazia,
o Bhima Acompanhou
as Espectaculares Viagens
Prosopopaicas
Arcaicas
e Sem Via
de uma tal de Odisséia Maria.

Mas As Aventuras Aéreas
da Odisséia Maria
do Brasil Varonil,
por certo!!!, Meu Amigo Leitor!,
em Literatura, Doutor!,
Você já ouviu!